Rolim de Moura - Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010 - postado por: Vilhena Hoje -
Acadêmicos do curso de Pedagogia da UNIR de Rolim de Moura paralisaram suas atividades na tarde desta terça-feira por tempo indeterminado. O protesto é para chamar a atenção da reitoria da universidade para as condições físicas das salas de aula do campus. Cerca de 70 alunos e parte dos professores se recusam a retornar ao trabalho, até que medidas emergenciais sejam tomadas. As principais reclamações são o calor e as goteiras em praticamente todos os pavilhões.
De acordo com a estudante Vanessa Lopes, problemas na rede elétrica do campus impedem os novos aparelhos de ar-condicionado de entrar em funcionamento. Segundo a acadêmica da Pedagogia, no período da tarde, é praticamente impossível ficar em sala. “Disseram que foi um problema na chave de energia, mas não tomam providências. Enquanto isso, nós somos obrigados a ficar num verdadeiro forno, estudando ou tentando estudar”, questiona.
Outra reclamação constante dos estudantes é com as goteiras. Praticamente todas a salas de aula e repartições do campus tem sérios problemas na estrutura do telhado. Até alguns professores se uniram ao grupo para tentar uma solução para o impasse. “Somos obrigados a trabalhar nessas condições, ou que dizer, sem condições. Não tem como desenvolver um bom trabalho assim, eles ficam cansados e nós também, alguém tem que fazer alguma coisa”, explicou uma professora, que não quis ter o nome revelado.
Os acadêmicos também somam as reclamações dos funcionários da limpeza do campus. Segundo eles, a pátio da instituição está cheio de mato, caramujos e até animais peçonhentos. De acordo com servidores da universidade, chega faltar material básico de limpeza, como papel higiênico. “O banheiro já está interditado a mais de um ano. Já sem material fica difícil trabalhar. Como vamos dar conta de um prédio deste tamanho”, lembrou Maria Josefa, zeladora.
Sem biblioteca
A maior revolta dos estudantes do campus rolimourense da UNIR é com a falta de uma biblioteca. O prédio recém construído e que deveria abrigar os livros ainda está vazio. Nem pode ser usado, segundo os alunos, porque o sistema de climatização também não funciona, a exemplo do restante do campus. Sem os livros, o início do semestre está comprometido, dizem os acadêmicos. Atividades rotineiras dos cursos são impedidas. “Vamos ficar parados até nos darem uma posição sobre esse problema”, disse Vanessa.
Dênis Farias
Hoje Rondônia
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
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